Prezados Colegas de Profissão,
Gostaria de pedir sua valorosa atenção para a situação
que ocorre em nossa Educação Física, principalmente
na área do CREF1. Peço que os colegas de outros estados
e outros países também leiam com atenção,
pois muitos dos acontecimentos são comuns a várias
regiões.
Aqueles que acompanham minha trajetória profissional dentro
da Educação Física - apesar de ainda iniciando
- sabem o trabalho sério que venho realizando em termos de
se resgatar o valor que o profissional de Educação
Física merece, disseminando informações e criando
uma rede de contatos que tem beneficiado muitos em termos de formação,
atualização e colocação no mercado,
sendo inclusive copiado por outras instituições.
Em 2006, essa trajetória culminou com a decisão de
se montar uma chapa para concorrer às eleições
para conselheiro do CREF1 e durante toda a campanha, nossa luta
foi pela CONSCIENTIZAÇÃO POLÍTICA dos profissionais
de que eram necessárias mudanças na condução
da política referente à nossa Educação
Física, superando a era dos ataques e dos isolamentos institucionais.
Muitos ataques infundados foram feitos aos integrantes da chapa
RENOVAÇÃO e nenhum deles foi respondido à altura
do tom antiético e imoral das acusações. Em
que pese o fato de alguns de seus integrantes serem novos no mercado,
propunham-se a fazer o que era a própria razão de
ser da chapa: RENOVAR.
Irregularidades evidentes foram detectadas durante o processo eleitoral
e comunicadas a quem de direito, sem que providências fossem
tomadas. Chegou-se ao absurdo de se ter votos de profissionais de
fora da cidade do Rio de Janeiro postados em agências dos
Correios adjacentes à sede do CREF1!!
A chapa RENOVAÇÃO ainda tem sido, de forma veemente,
acusada de ser a chapa dos patrões, mas cheque-se o currículo
dos atuais conselheiros e veja-se onde existem mais pessoas ligadas
aos “patrões”!
Para que todos os profissionais reflitam, o que vale mais: uma representatividade
de 7% depois de quase 10 anos a frente de uma instituição
ou uma representatividade de 4,5% de dois grupos opostos à
atual situação? Compare-se os valores relativos da
eleição de 2007 no CREF1 e conclua-se se existe uma
aceitação da atual situação por parte
dos profissionais - 58% de aceitação contra 40% de
rejeição, referentes, respectivamente, aos votos da
situação e à soma dos votos das outras chapas,
votos brancos e nulos.
Um Conselho de classe deveria, antes de tudo, ser um elemento agregador
dos profissionais e instituições daquela classe, mas
não é o que parece estar acontecendo no Estado do
Rio de Janeiro. Os ataques são constantes, as acusações
infundadas inúmeras e a “liderança” imposta
a todos os profissionais cala - por receio ou acomodação
- os mais insatisfeitos com as políticas conduzidas.
O presidente anterior - que ficou no poder por nove anos e antes
de se acabarem as eleições já apresentava a
todos o professor Eduardo Cossenza - profissional extremamente competente
e dedicado - como o novo presidente do CREF! - raramente comparecia
a reuniões de classe, raramente representava o CREF1 em reuniões
de outras instituições, sempre se fazendo representar
por um outro conselheiro.
Em todos os debates realizados durante o processo eleitoral ou não
houve participação da situação ou seu
“líder” não comparecia, enviando sempre
um representante. Que liderança é essa?
A falta de integração com CONFEF, FIEP, algumas APEFs,
com os meios de comunicação e até mesmo com
a própria sociedade deu o tom da antiga administração.
Chegamos ao cúmulo de ter duas APEF-RJ! E o profissional,
como fica nessa guerra de vaidades? Os interesses pessoais estão
acima de qualquer idealismo?
Transparência é uma característica de empresas
sérias e uma AUTARQUIA FEDERAL que se supõe séria
não precisa esperar uma provocação para se
mostrar transparente.
O compromisso tem que ser com a sociedade e com o profissional!
Mais uma vez surgem ataques infundados contra várias pessoas
por causa de mensagem anônima postada na internet em 26de
fevereiro de 2008 sobre um fato que poderia ser resolvido com uma
simples resposta cortês explicando-se o que foi perguntado
- isso, sim, é transparência.
Ainda assim, é incontestável a participação
de muitos dos nomes que ainda permanecem no CREF1 quando da luta
pela regularização da profissão. O próprio
professor Ernani Contursi foi um dos líderes que trilhou
o caminho para a assinatura da Lei 9696/98. Mas e agora? Onde está
a liderança dos leões do passado?
Essa carta é para você, profissional de Educação
Física, para que se conscientize da necessidade da participação
nos processos decisórios de nossa profissão seja no
CREF1 ou em qualquer lugar ou qualquer outra profissão. Reclamar,
apenas, é ficar estagnado e aceitar passivamente o que lhe
é imposto sem contestação.
A mudança depende da PARTICIPAÇÃO, QUESTIONAMENTOS
E CRÍTICAS de cada um de nós. Uma eleição
onde pouco mais de 10% do total de votantes participam da escolha
(2710 de quase 20.000 profissionais aptos a votarem), não
pode ser representativa e denota o descrédito com a instituição,
mas, mais ainda, a falta de conscientização política
e de mobilização para mudanças.
E o CREF1 também não se mobiliza para que esse cenário
mude. Será que interessa? Eximir da multa os que não
votam em vez de se conscientizar da necessidade do voto é
atitude ética e de responsabilidade com os que estão
sob sua égide?
Profissionais de Educação Física, somos nós
os agentes mobilizadores e provocadores de mudanças. A conscientização
política faz-se mais que necessária, seja para entender
o que acontece em nossa profissão, em nossa cidade, em nosso
país e no mundo.
Omnia si perdas, famam servare memento
Non actum est
"Uma nação pode sobreviver aos idiotas e até
aos gananciosos. Mas não pode sobreviver à traição
gerada dentro de si mesma. Um inimigo exterior não é
tão perigoso, porque é conhecido e carrega suas bandeiras
abertamente. Mas o traidor se move livremente dentro do governo,
seus melífluos sussurros são ouvidos entre todos e
ecoam no próprio vestíbulo do Estado. E esse traidor
não parece ser um traidor; ele fala com familiaridade às
suas vítimas, usa sua face e suas roupas e apela aos sentimentos
que se alojam no coração de todas as pessoas. Ele
arruína as raízes da sociedade; ele trabalha em segredo
e oculto na noite para demolir as fundações da nação;
ele infecta o corpo político a tal ponto que este sucumbe.".
(Discurso de Cícero, tribuno romano, no ano de 42 AC).
Prof. Leonardo Allevato
CREF 15533-G/RJ
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